sábado, 21 de fevereiro de 2026

Só Deus merece a glória

Saúdo a você, leitor, com a paz do Senhor Jesus. Vocês viram que, no Carnaval, e pela segunda vez em menos de 10 anos, o presidente do Brasil aceitou uma glória que só pertence ao Senhor Jeová, Criador dos Céus e da Terra. Afinal, já ocorreu com os dois líderes políticos do país: enquanto falsos crentes endeusaram o líder da direita, parecendo até afirmar que ele seria a reencarnação de Jesus Cristo na Terra, o líder da esquerda foi endeusado por diversos setores da sociedade e recebeu glória de uma escola de samba.

Mas vocês sabem o que acontece quando um ser humano, por mais “poderoso” que seja, aceita glórias das quais só Deus é merecedor? Deus usa de Sua Soberana Justiça para punir quem o faz. O maior exemplo está em Atos 12. Herodes mandou que se perseguissem os cristãos, matou Tiago, irmão de João, e mandou prender a Pedro, a quem Deus libertou designando que um anjo o acompanhasse para fora da cela. No dia seguinte, Herodes não conseguiu encontrar Pedro e mandou que seus guardas o procurassem.

Entre os versículos 21 e 23, relata-se que, em determinado dia, Herodes se vestiu com trajes reais, se assentou no Tribunal e falou. O povo, porém, dizia: “Não é um homem que está falando, é Deus!” Herodes aceitou que o povo dissesse isso, ou seja, aceitou uma glória da qual só Deus é merecedor. E por não outorgar a glória a Deus, o anjo do Senhor o feriu letalmente. No versículo 24, é relatado que Herodes morreu comido por bichos.

Portanto, todo aquele que, dizendo-se defensor do povo, persegue os cristãos e aceita a glória que é única e exclusivamente de Deus, terá seu castigo através da mão justa do Senhor, que pune com o rigor de Sua magnânima Lei. Não se esqueça jamais, leitor: a glória é de Deus, somente de Deus, e mais ninguém a merece. É a Deus que devemos dar glória, honra, louvor, adoração, exaltação e consagração.

sábado, 8 de março de 2025

A Igreja Católica é a Igreja de Cristo?

Este texto abaixo não é de minha autoria, e sim de um comentário no TikTok de um perfil identificado apenas como "戦士", mas vale muito a pena trazê-lo para cá.

Mateus 16:18 diz: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja". Há um jogo de palavras entre "Pedro" e "pedra" nesse versículo. Pétros (grego koiné) é nome próprio, masculino, que significa "pedra pequena" ou "pedregulho". Pétra (grego koiné) é feminino, que significa "rocha maciça" ou "pedra fundamental".

Na estrutura do texto, Jesus faz uma distinção entre Pedro (Pétros) e a "rocha" (pétra) sobre a qual edificaria Sua Igreja. Isso sugere que a rocha não é Pedro em si, mas a confissão de fé que Pedro acabara de fazer no versículo anterior: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mateus 16:16). Jesus indica que a confissão de Pedro é a base da Igreja, não Pedro como pessoa. Portanto, no contexto de Mateus 16:13-20, Jesus pergunta aos discípulos quem as pessoas dizem que Ele é, e Pedro responde: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (v.16). Essa confissão de fé é o foco central do diálogo. O foco do diálogo é sobre quem Jesus é, não sobre Pedro.

Dependendo da tradução da Palavra, Jesus é chamado de a "pedra angular" em passagens como Efésios 2:20 e 1 Pedro 2:4-8, mostrando que Ele é o verdadeiro fundamento da Igreja. Outros apóstolos, como Paulo, nunca mencionam Pedro como o fundamento, mas sim Jesus. Em 1 Coríntios 3:11, Paulo afirma: "Pois ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo". Isso confirma que Jesus é o verdadeiro fundamento da Igreja. Em Efésios 2:20 que citei anteriormente, Paulo escreve: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular".

Aqui, os apóstolos (incluindo Pedro) são descritos como parte do fundamento, mas Cristo é a pedra angular, o centro de tudo. Os próprios Pais da Igreja também apontam Cristo como o fundamento da Igreja: Agostinho de Hipona (Sermão 26) diz: "Sobre esta pedra que confessaste, edificarei a minha Igreja. Pois a pedra era Cristo, e Pedro apenas confessava a pedra". Agostinho claramente identifica a "pedra" como Cristo, e não Pedro.

Orígenes (Comentário ao Evangelho de Mateus, Livro XII, 10) diz: "Se pensamos que a Igreja foi edificada apenas sobre Pedro, que significado terá as palavras ditas por Paulo sobre todos os apóstolos: 'Vós sois o templo de Deus'?". Orígenes destaca que a Igreja é edificada sobre todos os apóstolos e, principalmente, sobre Cristo.

Agora vou te explicar como surgiu o papado. No início, o termo "papa" ("pai") era usado de maneira informal para bispos em geral, não exclusivamente para o bispo de Roma. Os bispos de Roma eram líderes da comunidade cristã na cidade de Roma, mas não possuíam autoridade sobre outras igrejas. Essa crença de que Pedro foi o primeiro bispo de Roma é uma tradição posterior. Após o Édito de Milão, que legalizou o cristianismo, a Igreja começou a se organizar institucionalmente. O bispo de Roma ganhou prestígio devido à importância da cidade de Roma como antiga capital do Império.

O bispo de Roma começou a ser visto como tendo um papel de honra entre os bispos, devido à tradição de Pedro e Paulo terem sido martirizados em Roma. No entanto, não havia ainda um papado como autoridade central. Leão Magno foi o primeiro bispo de Roma a afirmar claramente uma autoridade superior. Ele usou Mateus 16:18 para sustentar que o bispo de Roma era o sucessor de Pedro, argumentando que ele detinha a "cátedra de Pedro". O Concílio de Calcedônia (451 d.C.) reconheceu a importância de Roma, mas também afirmou a primazia do bispo de Constantinopla, mostrando que o papado ainda não era universalmente aceito.

No século VI, Gregório Magno foi o primeiro a consolidar o título de Papa exclusivamente para o bispo de Roma. Ele reforçou o papel pastoral e administrativo do papado, mas ainda não tinha poder político universal. No século VIII, Pepino, o Breve, rei dos francos, concedeu territórios ao Papa, criando os Estados Papais. Isso fez do papado não apenas uma autoridade religiosa, mas também política. Aliás, um documento forjado do século VIII (mais tarde desmascarado como falso) foi usado para justificar o poder temporal do Papa, afirmando que Constantino teria transferido autoridade sobre o Ocidente ao Papa.

No século XI, o Papa Gregório VII (1073–1085) reforçou a autoridade papal, declarando que o Papa tinha autoridade absoluta sobre a Igreja e até sobre reis. Isso marcou o início do papado como conhecemos hoje, com supremacia universal. Tem até o Dictatus Papae, um documento atribuído a Gregório VII onde listava as prerrogativas do Papa, incluindo o direito de depor imperadores.

No século XIII, Inocêncio III afirmou que o Papa era o "vigário de Cristo" e tinha supremacia não apenas sobre a Igreja, mas também sobre governantes seculares. O papado atingiu o auge de sua influência política e espiritual, intervindo em questões seculares e organizando cruzadas. No século XIX, o Concílio Vaticano I proclamou o dogma da infalibilidade papal, declarando que o Papa, ao falar ex cathedra sobre fé e moral, é preservado de erro.

O título de Papa começou a ser usado de forma geral no século IV para se referir a bispos, especialmente como um termo de respeito e carinho. Pedro nem mais vivo era quando esse título nasceu. O título no início nem exclusivo de Roma era, somente no século VI, durante o pontificado de Gregório I, o título foi reservado exclusivamente ao bispo de Roma. Foi a partir daí que o termo começou a adquirir o significado de líder supremo da Igreja Católica, embora a autoridade universal papal só tenha se consolidado plenamente no século XI com a Reforma Gregoriana.

O título evoluiu para algo muito diferente do que existia no primeiro século. Pedro nunca foi chamado de papa nem exerceu supremacia sobre os outros apóstolos. Pedro como o primeiro papa é uma construção posterior para reforçar a autoridade do bispo de Roma.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

As pedras começaram a clamar

Às vezes, o bom caminho é pregado por aqueles que nada tem a ver com a identidade dos “evangélicos” dessa nova geração. As pedras começaram a clamar. Nem sempre você vai ver verdades de engravatados de certas denominações que buscam afirmação através do dinheiro e das pregações coach, que mais afastam quem quer se arrepender do que ajuntam quem gosta de palavras de afeto.

Também você não verá pessoas que se dizem de Deus pregando o evangelho para corrigir quem já está na Igreja. Não somos santos. Embora o Criador disse ao povo de Israel “sejam santos, pois Eu sou Santo”, jamais um cristão, por mais envolvido no mistério que seja, alcançará o nível de santidade do Todo-Poderoso Jeová Jiré, Nosso Deus e Pai.

Por isso, e por tudo o mais, é que devemos sempre lembrar que a Palavra de Deus é a única verdade existente no mundo. Qualquer outro tipo de “verdade” pregada por alguns teólogos de araque é evangelho amaldiçoado.

Não é tarde, nem é cedo… mas é sempre bom lembrarmos de Provérbios 10:5: "Quem tem juízo colhe no tempo certo, mas quem dorme na época da colheita passa vergonha". Antes que seja tarde demais, é melhor se arrepender e chamar Jesus Cristo de "meu Salvador" enquanto há tempo.

O SANGUE DE JESUS TEM PODER!

Quando eu falo “O sangue de Jesus tem poder”, eu dou legalidade para que o Espírito Santo aja dentro de mim. Por quê? Porque a única coisa mais pura do que a água é o sangue do Cordeiro Vivo que é o Senhor Jesus Cristo, Rei dos Judeus. E por que penso assim? Ora, porque foi o sangue de Jesus que me lavou as vestes. Hoje, eu acredito que não sou perfeito, mas o Nosso Criador, o Todo-Poderoso Jeová Jiré, é. Deus é tão perfeito e “amou tanto o mundo que nos deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que n’Ele crer não padeça, mas alcance a vida eterna”, como diria o apóstolo João.

Quando Deus fala com o crente, este sente que o coração e o cérebro ardem como fogo, o fogo do próprio Espírito Santo, significando que é a voz verdadeira do Senhor Jeová falando conosco. Quando é Satanás, porém, que simula a voz de Deus, imitando-a, o crente nada sente. Ou melhor: às vezes, lá de vez em quando, sente uma dorzinha; porque o inimigo é astuto. Se disfarça de luz para nos levar para as trevas. E seus comparsas também são assim.

Por isso, você, que crê no Senhor Jesus como o Único Caminho, Verdade e Vida existentes, me responda a sinceramente a essa pergunta: você está ouvindo qual voz? A voz do inimigo, que imita a de Deus, ou a voz verdadeira do Criador Eterno, Nosso Senhor Jeová, Nosso El-Shadai, Nosso Elohim?

Faça como Jó: adore a Deus, mesmo sem ter nada!

"Nasci nu do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor dá e o Senhor tira da gente; Deus seja louvado!" (Jó 1:21).

Jó era o homem mais rico do Oriente, tendo 7 mil ovelhas, 3 mil camelos, 500 juntas de bois e 500 jumentas, além de muitos servos à sua disposição. Era casado e tinha vários filhos e filhas. Mas o inimigo quis provar que, se Jó perdesse tudo, deixaria de adorar a Deus. O que aconteceu, então?

As 500 juntas de bois e as 500 jumentas foram levados pelos sabeus, que mataram alguns dos servos de Jó. Depois, veio fogo do Céu, incinerando as 7 mil ovelhas e outro grupo de servos. Depois, os caldeus levaram os 3 mil camelos e mataram mais um grupo de servos. Pra piorar, os filhos e filhas de Jó perderam a vida num vendaval que acabou com a casa do primogênito.

Mas Jó não deixou de adorar a Deus. Antes de proferir o versículo citado, rasgou suas vestes e raspou a cabeça. E prostrado, em sinal de humildade e adoração ao Criador, ele disse o versículo. Ou seja, o ato de Jó após a tragédia comprovou que a tentação de Satanás não deu certo. E o único a quem Jó podia recorrer era o Todo-Poderoso Jeová Jiré.

Então, é nisso que nos devemos ater: na provação, adore a Deus. Perdeu tudo? Adore a Deus! Seus entes queridos se foram? Adore a Deus! Ou seja, o único jeito de diminuir a dor das nossas perdas é glorificando ao Consolador que é Jeová, Nosso Senhor.

Ainda consideram a nossa geração a mais fraca na fé?

“Mais vale um jovem pobre e sábio do que um rei ancião e insensato, que em sua arrogância já não aceita mais conselhos. Ainda que o jovem seja um ex-detento ou tenha nascido em uma família de mendigos poderá chegar ao trono e governar uma nação” (Eclesiastes 4:13-14).

Pessoalmente falando, este versículo me veio quando meu irmão, Maurício, estava prestes a ser solto das grades que o atormentavam. Mas, em relação a você que o lê, eu posso dizer a você o seguinte: o mundo está cheio de governantes anciões e insensatos que, em sua arrogância, já não aceitam mais conselhos. Muitos destes governantes, inclusive, quando pedem conselhos, é só pra aumentar seu já grandíssimo ego.

Enquanto isso, há muitos jovens que, saindo da forja, batalham pra sobreviver e conseguem muito mais admiradores debaixo do sol (Eclesiastes 4:15), embora apenas esta geração os considere como revolucionários e a próxima despreze até suas origens (Eclesiastes 4:16).

A minha geração, ou seja, a geração 90-2000, que tem potencial de administração elevadíssimo, está perdendo espaço para a geração 2010, que só tem noção das coisas supérfluas. E ainda consideram a nossa geração a mais fraca na fé? Engraçado, eu vejo mais pessoas jovens entre 23 e 30 anos liderando uma congregação e menos adolescentes entre 10 e 14 anos servindo a Deus em culto dentro de uma igreja.

Um dos maiores e mais recentes exemplos do texto bíblico acima citado é o Pastor Moisés Neves, da Igreja Raiz Profética. Vejo que ele é justamente o jovem pobre e sábio que chegou ao trono para governar uma parte do ministério de Cristo.

Como resistir às tentações?

"Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por esse iludido e arrastado" (Tiago 1:14).

Suponhamos que, assim como eu, você esteja de dieta. E vê uma coxinha, um pastel, uma caixa de bombons… e você pensa: "Pena que eu não posso". Eu também passo por isso. Todos os dias. Mas não digo: "Pena que não posso", e sim, digo: "Glória a Deus porque não posso". É esta uma das duas formas corretas de se esquivar dos maus desejos.

A outra é dizer, de coração aberto, em tom de ordenança: "O sangue de Jesus tem poder". Esta frase libera o seu corpo, a sua alma, o seu espírito para a entrada do Espírito Santo em sua vida. Mas usá-la em vão pode nos trazer consequências desnecessárias e duras. Afinal, só quem crê, quem é espiritual, tende a dizê-la nas horas certas.

O que fazer nessa hora, então? Busque a Deus. Somente o poder d’Ele nos afasta dos maus desejos que nos oprimem e deixam nosso corpo pesado, nossa alma cansada e nosso espírito convicto de que o pecado é a melhor saída quando, na realidade, não o é.

"Portanto, obedeçam a Deus e enfrentem o Diabo, que ele fugirá de vocês" (Tiago 4:7). Entendeu? Busque menos a carne e mais o espírito. Menos corpo e mais alma. Menos nós e mais Deus.